Enquanto as páginas passam e a história começa a fincar suas raízes na minha mente, sinto que leio com a voz de alguém sussurrada em meus ouvidos. Uma voz doce e dolorida, como uma lembrança que nunca tive de alguém que nunca conhecerei. Mas ela está lá, falando com força apesar de toda tristeza, mostrando-me que sempre haverá um saída que não seja o cinza das ruas de uma Londres que não conheço.
Por mais que seu fim tenha sido em um rio com pedras em seus bolsos, ela me conta que seu fim foi escrito na verdade nessas mesmas páginas que leio com um aperto pesado no peito. Há mesmo essa conexão inexplicável entre nós? Pois os anos de diferença não parecem fazer diferença. E talvez esse vazio que me visita com frequência fosse o mesmo que a visitou por anos, transformando suas palavras em pequenas salvações temporárias.
Então fecho o livro para que a voz descanse, parando o meu tormento particular até o próximo encontro.
sempre lembro de: jacob, grécia, rio e pedras. forget london
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