sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Detalhes.

Cheguei em uma floricultura para comprar uma rosa. Eu nunca dei flores antes, então nem saber escolher eu sabia. Perguntei ao rapaz que trabalhava lá se ele vendia uma rosa, e ele rindo respondeu que sim. Não deveria ser muito comum uma menina comprar uma rosa, pensei. Fui até o lugar escolher a rosa e fiquei olhando sem saber qual levar. Quando se quer presentear alguém é sempre mais difícil escolher coisas assim, principalmente se você não é exatamente fã de flores. Enquanto minha alergia começa a dar sinais de vida, escolhi uma que parecia fazer bem seu papel. O rapaz pegou e a embrulhou em um papel de oncinha, o que me levou a sorrir mais.
Aí a história fica interessante. Ao pegar o dinheiro na carteira, o senhor dono da loja não me deixou pagar. Sorrindo, segurou o rapaz e disse que eu poderia levar. Eu, sem saber o que fazer, respondi que não era necessário. O senhor, com o sorriso gentil de antes, respondeu "É dando que se recebe, não? Então fique. E quando for comprar flores novamente, volte aqui.". Entregou o cartão da loja e abriu o caminho para que eu saísse. Agradeci muito emocionada, sem saber bem como agir. Voltei a caminhar pelas ruas emparedadas do centro, tomando cuidado para não acertarem a flor. Cheguei ao prédio para entregar a rosa.
Entreguei a flor a minha amiga, que ficou realmente feliz. Depois ela disse que foi a primeira vez que alguém lhe deu flores.
Mal sabe ela que ganhou uma flor duas vezes, com duas vezes mais carinho.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Insônia.

5h20 da manhã me parecia o horário certo para questionar o que realmente é insônia. Não conseguir dormir a noite ou não conseguir dormir nada? Já passei noites em claro e dias apagada e já passei dias sem conseguir pregar os olhos fosse a hora que fosse.
Enquanto minha cabeça pesa mais que um saco gigante de arroz de 5kg eu me pergunto sobre a finalidade das ferias. Sempre fico nesse impasse de insônia x horário desregulado e sobre o real sentido de dormir. Para que dormir com a casa vazia? O som do silêncio era tão alto que me acordava. Os dias eram cansativos e as noites mal dormidas. Não trazia muito conforto simplesmente fechar os olhos e adentrar no mundo dos sonhos por algumas horas.
Enquanto o tempo vai passando e a casa continua infernalmente quente - graças ao verão que mesmo com o sol posto continua a cozinhar qualquer um - o ar-condicionado se torna minha única fonte de som e frio, competindo apenas com o som do teclado no silêncio noturno.
5h30 e até agora só uma cabeça pesada e um corpo cansado de não fazer absolutamente nada me fazem chegar a conclusão de que as ferias são esse período de autodestruição pero-no-mucho. E com alguns toques de insônia-ou-sono-desregulado, como for preferível chamar.

Boa noite e bom dia.