Cheguei em uma floricultura para comprar uma rosa. Eu nunca dei flores antes, então nem saber escolher eu sabia. Perguntei ao rapaz que trabalhava lá se ele vendia uma rosa, e ele rindo respondeu que sim. Não deveria ser muito comum uma menina comprar uma rosa, pensei. Fui até o lugar escolher a rosa e fiquei olhando sem saber qual levar. Quando se quer presentear alguém é sempre mais difícil escolher coisas assim, principalmente se você não é exatamente fã de flores. Enquanto minha alergia começa a dar sinais de vida, escolhi uma que parecia fazer bem seu papel. O rapaz pegou e a embrulhou em um papel de oncinha, o que me levou a sorrir mais.
Aí a história fica interessante. Ao pegar o dinheiro na carteira, o senhor dono da loja não me deixou pagar. Sorrindo, segurou o rapaz e disse que eu poderia levar. Eu, sem saber o que fazer, respondi que não era necessário. O senhor, com o sorriso gentil de antes, respondeu "É dando que se recebe, não? Então fique. E quando for comprar flores novamente, volte aqui.". Entregou o cartão da loja e abriu o caminho para que eu saísse. Agradeci muito emocionada, sem saber bem como agir. Voltei a caminhar pelas ruas emparedadas do centro, tomando cuidado para não acertarem a flor. Cheguei ao prédio para entregar a rosa.
Entreguei a flor a minha amiga, que ficou realmente feliz. Depois ela disse que foi a primeira vez que alguém lhe deu flores.
Mal sabe ela que ganhou uma flor duas vezes, com duas vezes mais carinho.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Insônia.
5h20 da manhã me parecia o horário certo para questionar o que realmente é insônia. Não conseguir dormir a noite ou não conseguir dormir nada? Já passei noites em claro e dias apagada e já passei dias sem conseguir pregar os olhos fosse a hora que fosse.
Enquanto minha cabeça pesa mais que um saco gigante de arroz de 5kg eu me pergunto sobre a finalidade das ferias. Sempre fico nesse impasse de insônia x horário desregulado e sobre o real sentido de dormir. Para que dormir com a casa vazia? O som do silêncio era tão alto que me acordava. Os dias eram cansativos e as noites mal dormidas. Não trazia muito conforto simplesmente fechar os olhos e adentrar no mundo dos sonhos por algumas horas.
Enquanto o tempo vai passando e a casa continua infernalmente quente - graças ao verão que mesmo com o sol posto continua a cozinhar qualquer um - o ar-condicionado se torna minha única fonte de som e frio, competindo apenas com o som do teclado no silêncio noturno.
5h30 e até agora só uma cabeça pesada e um corpo cansado de não fazer absolutamente nada me fazem chegar a conclusão de que as ferias são esse período de autodestruição pero-no-mucho. E com alguns toques de insônia-ou-sono-desregulado, como for preferível chamar.
Boa noite e bom dia.
Enquanto minha cabeça pesa mais que um saco gigante de arroz de 5kg eu me pergunto sobre a finalidade das ferias. Sempre fico nesse impasse de insônia x horário desregulado e sobre o real sentido de dormir. Para que dormir com a casa vazia? O som do silêncio era tão alto que me acordava. Os dias eram cansativos e as noites mal dormidas. Não trazia muito conforto simplesmente fechar os olhos e adentrar no mundo dos sonhos por algumas horas.
Enquanto o tempo vai passando e a casa continua infernalmente quente - graças ao verão que mesmo com o sol posto continua a cozinhar qualquer um - o ar-condicionado se torna minha única fonte de som e frio, competindo apenas com o som do teclado no silêncio noturno.
5h30 e até agora só uma cabeça pesada e um corpo cansado de não fazer absolutamente nada me fazem chegar a conclusão de que as ferias são esse período de autodestruição pero-no-mucho. E com alguns toques de insônia-ou-sono-desregulado, como for preferível chamar.
Boa noite e bom dia.
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