Cheguei em uma floricultura para comprar uma rosa. Eu nunca dei flores antes, então nem saber escolher eu sabia. Perguntei ao rapaz que trabalhava lá se ele vendia uma rosa, e ele rindo respondeu que sim. Não deveria ser muito comum uma menina comprar uma rosa, pensei. Fui até o lugar escolher a rosa e fiquei olhando sem saber qual levar. Quando se quer presentear alguém é sempre mais difícil escolher coisas assim, principalmente se você não é exatamente fã de flores. Enquanto minha alergia começa a dar sinais de vida, escolhi uma que parecia fazer bem seu papel. O rapaz pegou e a embrulhou em um papel de oncinha, o que me levou a sorrir mais.
Aí a história fica interessante. Ao pegar o dinheiro na carteira, o senhor dono da loja não me deixou pagar. Sorrindo, segurou o rapaz e disse que eu poderia levar. Eu, sem saber o que fazer, respondi que não era necessário. O senhor, com o sorriso gentil de antes, respondeu "É dando que se recebe, não? Então fique. E quando for comprar flores novamente, volte aqui.". Entregou o cartão da loja e abriu o caminho para que eu saísse. Agradeci muito emocionada, sem saber bem como agir. Voltei a caminhar pelas ruas emparedadas do centro, tomando cuidado para não acertarem a flor. Cheguei ao prédio para entregar a rosa.
Entreguei a flor a minha amiga, que ficou realmente feliz. Depois ela disse que foi a primeira vez que alguém lhe deu flores.
Mal sabe ela que ganhou uma flor duas vezes, com duas vezes mais carinho.
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