sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Detalhes.

Cheguei em uma floricultura para comprar uma rosa. Eu nunca dei flores antes, então nem saber escolher eu sabia. Perguntei ao rapaz que trabalhava lá se ele vendia uma rosa, e ele rindo respondeu que sim. Não deveria ser muito comum uma menina comprar uma rosa, pensei. Fui até o lugar escolher a rosa e fiquei olhando sem saber qual levar. Quando se quer presentear alguém é sempre mais difícil escolher coisas assim, principalmente se você não é exatamente fã de flores. Enquanto minha alergia começa a dar sinais de vida, escolhi uma que parecia fazer bem seu papel. O rapaz pegou e a embrulhou em um papel de oncinha, o que me levou a sorrir mais.
Aí a história fica interessante. Ao pegar o dinheiro na carteira, o senhor dono da loja não me deixou pagar. Sorrindo, segurou o rapaz e disse que eu poderia levar. Eu, sem saber o que fazer, respondi que não era necessário. O senhor, com o sorriso gentil de antes, respondeu "É dando que se recebe, não? Então fique. E quando for comprar flores novamente, volte aqui.". Entregou o cartão da loja e abriu o caminho para que eu saísse. Agradeci muito emocionada, sem saber bem como agir. Voltei a caminhar pelas ruas emparedadas do centro, tomando cuidado para não acertarem a flor. Cheguei ao prédio para entregar a rosa.
Entreguei a flor a minha amiga, que ficou realmente feliz. Depois ela disse que foi a primeira vez que alguém lhe deu flores.
Mal sabe ela que ganhou uma flor duas vezes, com duas vezes mais carinho.

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