terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sonhos.

Sonhei que fui atropelada. Não é um sonho incomum, na verdade. Sonho com certa frequência esses acidentes trágicos e, na minha mente perturbada, extremamente assustadores. Nesse sonho eu salvava um menino. Não muito novo, mas ainda criança. Aquele menino, que deveira ser um pouquinho mais esperto graças a sua idade no sonho, atravessou a rua como um anjinho, de braços abertos, como se chamasse o fim. Corri e o alcancei. Senti o baque e acordei. Sempre acordo depois. Fico dias sentindo dor, mas nunca entendo de onde ela surgiu.
Já sonhei que era esmagada por um caminhão que caía do céu. Aleatoriamente começava a chover caminhonetes e caminhões. Acertou-me em cheio, como o carro que acertaria o menino. E, ao fechar os olhos no sonho e sentir o medo e a dor, acordo em um salto tentando me acalmar. Percebo então que não é possível uma chuva de carros e que se um menino corresse em direção a morte um motorista com certeza não o atropelaria. Mas, em meus sonhos, o trágico supera o sentido e tudo acaba no momento depois do fim, com as consequências me perseguindo lentamente na realidade.

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