quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Fecha o olho e solta o choro.

Depois de pensar muito sobre reclamar intensamente da minha vida, enquanto Montreal do The Weeknd me fazia encher os olhos d'água, eu pensei: não adianta reclamar mais.

Minha (pen)última desilusão amorosa me trouxe de presente anorexia nervosa, já não bastasse o meu problema anterior ligado a esse. Não tinha como piorar. E, pra ficar ainda mais legal, eu fugia da minha própria faculdade.
Não que eu esteja culpando ela. Quem amava era eu. Quem entrou na mais profunda ilusão fui eu. E eu fui sozinha. A prova disso foi ela arrumar um namorado poucos meses depois de me mandar sumir da vida dela.

O que me fez aprender que é muito fácil ser esquecido. De verdade. Ser esquecido é tão simples quanto dormir com prescrição médica. Porque, sem o contato, você não percebe que está sumindo. Você vira uma música, um presente antigo, uma história engraçada de uma festa. Você vira uma memória, mesmo ainda estando vivíssimo da silva.

Eu já virei memórias de tantas pessoas que já me acostumei, acho. Numa parte dessa música o cantor diz:
"But Baby I'm a pro at letting go
I love it when they come and go
"
E talvez eu pense assim também... Talvez eu ame quando elas se vão. Assim é mais fácil, sabe? Ser apenas uma memória.

Então eu não minto quando digo que tenho prazo de validade. Acredito eu que todos temos. E, por mais que eu lute contra isso, acabo sempre nesse ciclo.
Dessa vez doeu mais, é verdade. Talvez por eu ter realmente acreditado que não viraria uma memória rápido. Ou que eu não era a única a sair perdendo se a amizade que tínhamos acabasse.
Mas, como toda mulher-quase-criança que cresceu com Disney e livros infanto-juvenis, sei que ficará tudo bem. Utópico e sem o menor fundamento, mas é o que mantém meus olhos menos inchados e meu foco nas minhas aulas. Assim como a comida que eu consigo comer no meu estômago.

Com tudo isso decidi que tenho que dar um tempo em relação às mulheres. Nada que me faça chorar ao som de Zé e Elba Ramalho pode ser sadio.

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